sábado, 2 de agosto de 2008

Mas que coisa inútil, ainda sim...


Passei a minha tarde e noite do dia do orgasmo, ontem, aqui, no computador, sem tem orgasmo! Só para adicionar esse adendo no blog. Depois, tenho que me conformar: SOU IGUAL CRIANÇA... Fora as receitas, esse adendo que acabou com meu dia do orgasmo não servirá para mais nada. Mas, quando consegui acabar de corrigir todas as mil falhas que esse programa me deu, tive um quase orgasmo... Então serve de consolo para quem não tem ninguém... Você pode mexer nessas confusões e ao conseguir chegará próximo à alguma coisa parecida com o que se comemorou ontem.

Então, só para testar a inutilidade, vou lançar uma receita da minha avó:

CAMARÃO COM KIWI

Ingredientes:
12 camarões graúdos limpos
4 kiwis
4 colheres (sopa) de creme de leite
2 colheres (sopa) de manteiga
2 colheres (sopa) de concentrado de tomate
sal a gosto
pimenta a gosto


Modo de Preparo:

Ferver rapidamente os camarões. Escorrer. Cortar os kiwis em rodelas e refogar na manteiga por 2 minutos. Retirar e reservar. Ferver o concentrado de tomate com um pouco de água durante 5 minutos. Acrescentar o creme de leite, o sal e a pimenta, misturando bem sem deixar ferver. Colocar os camarões em taças individuais, cobrir com o molho e servir com rodelas de kiwi, enfeitando com folhas de salsinha.


sexta-feira, 25 de julho de 2008

Oscar Filho- Stand-up Comedy

Bem galera, esse aqui é o Oscar Filho do CQC na sua apresentação no Stand-up. É muito divertido, vale conferir. Também, aos fãs, o site oficial do Oscar Filho. Vale ler a biografia.


terça-feira, 22 de julho de 2008

Marcelo Tas e Marco Luque em entrevista no bate-papo UOL

Para os fãs do CQC é um prato cheio. Aqui, Marcelo Tas e Marco Luque falam sobre o programa, formato, integrantes, expectativas. Enfim, dá para conhecer melhor o CQC e o belo trabalho da moçada.


O vídeo é longo, 1 hora, aproximadamente. Estou deixando o link de acesso direto do UOl também, pois, quando tentei acessar da página do blog do Marcelo Tas não consegui. Para fãs, boa diversão!

CQC entrevista Daniel Dantas, e advogado de Cacciola

Vivas! Sabe aquela reportagem brilhante, aquela da saia justa? Pois é, foi assim essa entrevista de Rafael Cortez-CQC- com as figurinhas do Brasil. Confira:



domingo, 20 de julho de 2008

Ressaca


Ontem foi uma noite e tanto. Um passeio meio que involuntário na cidade onde vivem alguns parentes, especialmente minha avó paterna. Até aí tudo bem.

Surgiu um pequeno problema: queria sair para a balada, mas não se manifestava movimento algum por lá!

Eis que surge uma solução: fomos a uma cidade vizinha, onde estava acontecendo uma típica 'exposição', com direito a shows, animais, boate, etc.

Sabe quando você está meio sem graça, mesmo rodeado de pessoas que aprecia muito não consegue aproveitar? Bem, era assim que estava me sentindo.

De repetente a surpresa: me deparo com uma barraca que vendia 'Frozen'! Foi tal fato que acabou salvando a noite, pois após alguns copos o ânimo retornava, resultando num estado pura energia e agitação. Acabei entrando na boate e vivi tudo como se o mundo fosse acabar depois daquilo.

Alguns defendem que não é preciso beber para se sentir alegre. Bem, no meu caso, especificamente ontem, funcinou como como um santo remédio, que me tirou de um estado bem boring, para uma alegria inesperada.

Contudo, o a parte que sobrou de mim hoje fez questão de postar sobre este momento, pois há muito tempo que a ressaca não me atingia tanto como hoje. Tenho a sensação de que um caminhão passou por cima e deu ré! (risos)

Agora é me preparar pra mais uma semana de semi-férias!

quinta-feira, 17 de julho de 2008

Praça Raul Soares

Essa é uma praça especial, eu acho! Nela tive a experiência inigualável de ter levado meu primeiro beijo roubado.... O que dizer desse fato? Simplesmente, marcou-me... Vou me lembrar disso "só enquanto eu respirar!".

Nunca parei pra me assentar nos bancos dessa praça, ela sempre serviu de caminho atalho entre o Barro Preto e o grande centro da capital.

Um outro fato marcante foi em 2000, quando numa época de frio como agora, nossa turma voltava da balada e paramos num dos restaurantes, no entorno da Raul Soares, para matarmos a fome! Estávamos cansados, com sono e, com muita, muita fome... Era por volta das 4hs da manhã, nos assentamos e ficamos até às 08hs da manhã bebendo, comendo, rindo e o sono e o cansaço, como passe de mágica, desapareceram! Bons tempos àqueles....

terça-feira, 15 de julho de 2008

Mal entendido

Embora goste do ex-deputado José Dirceu, respeitando-o por suas convicções e história pública, política e pessoal (o vejo como alguém que venceu). Não sou acrítico, não sou alienado e muito menos puxa saco...

Hoje, o ex-ministro chefe da Casa Civil voltou a comentar sobre o caso Dantas. E sua defesa consiste não ao ministro Gilmar Mendes, e muito menos ao Dantas, mas se volta contra determinada parte da imprensa, que tenta vincular seu nome (José Dirceu), ao caso in totum. Desta feita, o ex-ministro, pronunciou-se, in casu, contra determinadas medidas, e ações de investigações e divulgação na mídia que envolveram sua pessoa sem direito de sua defesa. Como, por exemplo, seu nome envolvido no caso da corrupção dentro do Corinthians. Quebra de seu sigilo telefônico sem que nada o ligasse a determinados inquéritos, apenas por meras suspeitas... Daí, o ex-deputado, ter falado em Devido Processo Legal.

Desta forma, o sr. José Dirceu apenas usou o caso em que seu nome foi envolvido para ad argumentandum tantum, uma vez que seu nome já estava lá citado. No caso, ele diz sobre Direitos fundamentais que qualquer brasileiro tem por garantia. E, referindo-se in lato sensu, sobre os Direitos constitucionais processuais, penso que por desabafo, ele não tomou ad cautelam, o mérito de desassociação das peças, dos atores envolvidos gerando o mal entendido. Enfim... Tudo foi apenas isso.

segunda-feira, 14 de julho de 2008

Estranho... muito estranho!

Confesso que não acreditei, hoje, pela manhã, quando recebi um telefonema de alguns amigos, que me diziam que, o ex-ministro chefe da Casa Civil, José Dirceu havia publicado em seu blog um artigo em defesa do ministro presidente do STF (Supremo Tribunal Federal ), Gilmar Mendes.

De fato, não acreditei; como o pessoal é muito debochado, parti para esse princípio. Até que agora, ao acessar as páginas do blog do Zé, fiquei confuso e muito chateado, quase decepcionado ao vê-lo falar de devido processo legal, uma tentativa para justificar a posição incoerente do ministro Gilmar Mendes em conceder habeas corpus às figurinhas da corrupção brasileira. Vou esperar mais um pouco, ver o que Zé Dirceu falará em resposta aos mais de 112 comentários de estranheza que ele recebeu por suas considerações ao caso. Entretanto já adianto: não há uma confusão jurisdicional e nem de competência no judiciário, como alega, o preclaro, ex-ministro chefe da Casa Civil. O que houve, sim, até agora, foi uma tentativa, nítida, de intimidação por parte do presidente do STF aos demais magistrados e à independência do juiz (imparcialidade) em suas decisões.

domingo, 13 de julho de 2008

Cada um com seus pobrema...

Essa é uma entrevista do Marcelo Médici, ao Programa do Jô, que foi exibida no 11/07/2006. Nesse mesmo ano fui , aqui, no Teatro Alterosa assistir a esse espetáculo humorístico, foi uma delicia, muito divertido, impossível não sorrir. Como diz o adágio: "recordar é viver!" vale os 9 minutinhos de parada aqui, para se deleitar com essa entrevista!

quarta-feira, 9 de julho de 2008

Igrejinha da Pampulha

Essa aqui estava nos meus arquivos de imagem, a igrejinha da Pampulha vista de trás, com seu belo jardim, e mosaico.

terça-feira, 8 de julho de 2008

Pra você

Essa música é linda, sempre quando a escuto sou tomado em lágrimas, e geralmente ela toca na rádio bossa nova, aqui, do blog! Segue a letra:

Pra você eu guardei um amor infinito
Pra você procurei o lugar mais bonito
Pra você eu sonhei o meu sonho de paz
Pra você me guardei, demais, demais
Se você não voltar o que eu faço da vida?
Não sei mais procurar a alegria perdida
Eu não sei nem porque terminou tudo assim
Ah, se eu fosse você eu voltava pra mim, voltava sim
  • Ah, se eu fosse você eu voltava pra mim!
Pra você eu guardei um amor infinito
Pra você procurei o lugar mais bonito
Pra você eu sonhei o meu sonho de paz
Pra você me guardei, demais, demais
Se você não voltar o que eu faço da vida?
Não sei mais procurar a alegria perdida
Eu não sei nem porque terminou tudo assim
Ah, se eu fosse você eu voltava pra mim, voltava sim

Igreja São Francisco de Assis- Belo Horizonte


É galera, ontem estive aqui, na igrejinha da Pampulha- foi um fim de tarde maravilhoso na orla da lagoa.

Como todos sabem essa igreja é considerada um dos cartões postais, aqui, de Belo Horizonte. Foi inaugurada em 1943. O projeto arquitetônico da igreja é de Oscar Niemeyer e cálculo estrutural de Joaquim Cardoso.

segunda-feira, 7 de julho de 2008

Praça Duque de Caxias- bairro Sta Tereza


Está é a pça Duque de Caxias- no bairro de Santa Tereza, onde moro, em Belo Horizonte. Aqui cresci, andei de bicicleta, fiz amigos, namorei, estudei (tem um colégio de onde a foto foi tirada). Aqui passo os fins de noite, no restaurante Bolão, ao lado direito da praça, na fotografia não dá para visualizá-lo. Enfim, isso aqui faz parte da minha vida, da minha história- não deixa de ser um pouco de mim!

quarta-feira, 2 de julho de 2008

Tieta

Depois da gripe... o retorno!

Andei afastado das postagens devido aos espirros! Nada demais, mas inconveniente. Hoje, bem melhor, comecei a ler. Sempre dedico minhas férias aos bons livros, assim, costumo ler uns três durante o mês.

Desta vez, eu escolhi Tieta para começar. É engraçado a nostalgia que me sobreveio! Assisti, ainda criança, a novela Tieta reprisada no Vale a pena ver de novo, da Rede Globo de televisão. Agora leio o livro de Jorge Amado, mas sinto saudades... Penso na infância, na minha meninice, de como era feliz, e o pior, não me dei conta disso! Mas como nunca é tarde para reaver a felicidade, submeto-me nessa leitura gostosa e cheia de encantos.

Ah, vale uma paradinha aqui de 8 minutos para assistir uma das cenas da novela, quando Tieta, não mais uma cabritinha, agora mulher, volta ao Agreste para retomar o que ficou não resolvido.


terça-feira, 24 de junho de 2008

Por que falar em teologia?

Há muito deixei de escrever sobre teologia- mas não deixei a teologia sair de mim. Talvez, praticamente (não teoricamente), tenha me envolvido com, a tão dita, teologia secular. Entretanto, voltar ao campo teórico se fez necessário. Pelo menos para mim, para compor o esboço da idéia...

Caminhei fuçando à internete, conversei com professores de teologia e, de fato, estamos num momento de releituras. Tanto protestante, como católica. E quero ser bem direto aqui, como LUTERANO, ao dizer protestante, excluo toda a manifestação sectária, que envolva qualquer tipo de renovação carismática- pentecostal. Seja dentro do próprio luteranismo ou qualquer outra vertente histórica do cristianismo. Faço assim, pela razão prática da coisa; é bem funcional mesmo. Nas vertentes carismáticas, pentecostais ou neopentecostais, não há reflexão que aponte releituras, há práticas de ascese; tais não são críticas, ou nada refletem no campo teórico para uma releitura possível.

Mas, a igreja reformada clássica, sim, veio propondo uma "razão" cristã. Como os católicos, também, têm proposto uma releitura cristã da modernidade. E, o alvo é exatamente o humanismo-secular. Parece-me, e não estou sendo duvidoso, que tal releitura conclama o séc. V, da era cristã- mais precisamente, um autor, que agora se faz comum na epistemologia da coisa: Santo Agostinho.

A questão é simples, a abordagem é teocêntrica. O homem é IMAGEM de Deus. Isto quer dizer, que não são alguns atos que ele pratica que são semelhantes aos atos te Deus- pelo contrário- o homem vive- e portanto existe, se existe assim ele é, em outras palavras, ontologicamente, o homem, em toda sua constituição, só é imagem e semelhança de Deus. Tudo que ele faz, pensa, é; assim se procede imediatamente porque Deus faz, pensa e é.

Um problema imediato surge nesse pensamento; Deus é bom (não pratica o mal), o homem é imagem de Deus, ontologicamente estabelecido, como, pois, o homem é dado ao mal?

Na mesma concepção ontológica, o mal assumiria o, imediatamente, pólo contrário. O mal não é. Ou seja, o mal é a ausência do bem, ou a privação do mesmo. Desta feita, o mal não se encontra em substancialidade. O homem haveria rejeitado o bem, privando em si mesmo a pontencialidade de sua natureza. Outrora, com o livre- arbítrio o homem pôde "escolher" sua natureza. E fazendo mau uso dele (livre- arbítrio), inverteu seu estado- subordinou sua alma à matéria, esvaindo-se no não-ser.

O livre-arbítrio seria uma categoria prática; entre decidir coisas imediatas, como fazer ou deixar de fazer. Entretanto na esfera metafísica- O livre-arbítrio não tem capacidade de eleger para si o bem com suas próprias forças. Antes da queda o homem tinha a possibilidade de eleger o bem, depois da queda o homem não tem a possibilidade de fazê-lo. Retornando às origens divinas é impossibilitado de per si.

Destarte, os sentidos são importantes na antropologia filosófica agostiniana. Muito embora haja um demérito platônico dos mesmos sentidos ao conhecimento racional, admite, Agostinho, que os sentidos, como o intelecto, são fontes de conhecimento. E como para a visão sensível além do olho e da coisa, é necessária a luz física, do mesmo modo, para o conhecimento intelectual, seria necessária uma luz espiritual.

Em suma,
para Agostinho, a fé e a razão complementam-se na busca da felicidade e da beatitude. A beatitude, para ele, não é alcançada por procedimento intelectual, mas por ato de intuição e fé. Mas a razão se relaciona com a fé no sentido de provar a sua correção. Ou seja, a fé é precedida por certo trabalho da razão e, após obtê-la, a razão a sedimenta.

A razão relaciona-se, portanto, duplamente com a fé.
É necessário compreender para crer, e crer para compreender. Portanto, a razão precisa de ser iluminada , essa iluminação é revelada, vem de Deus. Aqui se faz a releitura de que falei, tanto seguimentos reformados, como católicos vem propondo uma filosofia cristã , iluminada pela revelação em demérito da razão. O humanismo secular diz de uma razão autônoma. Para a releitura no cristianismo, em Agostinho, isso é loucura. Pois não permite o autoconhecimento, que é principio da verdade estabelecida.

Em outras palavras: O homem tem vontade- sua vontade é ontologicamente contaminada pelo pecado- há a ausência do bem- o homem é mau. Entretanto, os sentidos humanos, sua forma de se relacionar com as coisas extrínseca, sua capacidade de sentir- e seus próprios sentidos o apontam para algo fora de si. Assim o homem deposita suas esperanças, relaciona, adora, ama. Ao ter seus sentidos apontados para o belo, o bem, percebe, pela fé, timidamente, que há algo superior, ocorrendo a iluminação divina da razão, percebe Deus e com este se relaciona. Agora não apenas por um sentido, mas pela razão iluminada pela revelação, sedimentada. O pleno conhecimento!

O desdobramento epistemológico disso é a tripartição do homem em "períodos" existenciais: Criação, queda, redenção. E a conclusão final é: O mundo subsiste através da graça comum. O homem em seu estado corrompido não sabe potencializar o bem, vive na idolatria, e não cumpre sua função cultural estabelecida por Deus. O cristão é o remido, vive sob a graça especial, não a comum. Antes, na criação, o homem podia pecar, na queda, não podia não pecar, na redenção, o homem pode não pecar. Assim o papel dos que vivem na redenção é submeter a cultura ao conhecimento verdadeiro. Este conhecimento advém do autoconhecimento, pela verdade revelada que iluminou a razão.

Assim a Igreja católica critica a modernidade, como linhas do Protestantismo reformado também, aproximando o discurso do papa com tais igrejas históricas. E, fechando o espaço para a diversidade, pois a postura é única: a cultura comum é contrária a Deus; sua manifestação e vontade, como não podem destruir a Deus, autodestroem-se pela ausência de Deus- do bem.

domingo, 22 de junho de 2008

Aproveitar as oportunidades


Bom, tenho um pequeno livro que certa vez comprei por um preço, que se pode dizer insignificante, comparado à força que geralmente ele costuma me prestar. Este pequeno livro é um compêndio de pensamentos positivos.

Hoje, após grande introspecção enquanto retornava de uma cidade pequena da região, onde morá minha avó, dirgindo, enquanto todos dormiam, pensei sobre muita coisa, em todo tipo de coisa.

Ao chegar em casa senti necessidade de abrir este livrinho mágico, que me trouxe uma frase muito interessante:


"É praticamente uma lei na vida que, quando uma porta se fecha para nós, outra se abre.
A dificuldade está em que, frequentemente, ficamos olhando com tanto pesar a porta fechada, que não vemos aquela que se abriu" (Andrew Carnegie)

Este pensamento me fez rever muitas coisas que estava pensando redundantemente e de forma precipitada.

Acho que sempre fico tentando reabrir as portas que se fecharam e acabado ignorando as outras que se abriram. É o pecado que estou cometendo, mas que quero mudar a partir de agora.

A vida é constante transformação. Passo a pensar, agora, que devo me atentar mais para as coisas que surgem ao redor. Uma porta que se fechou não abre mais... Tenho que parar de lamentar... a porta que quiser se reabrir que o faça por si só e se mostre... quero conseguir superar... to aprendendo a me amar, mais e mais...

Costuma ser árduo o caminho para aprender onde pisar. Geralmente eu sempre caio primeiro. Entretanto, minha força pra levantar tem que ser cada vez maior para seguir em frente.

Devo conquistar as oportunidades estas portas que estão se abrindo me oferecem.


Bom é isto.. ehehe

Mais um desabafo nesta interessante experiência de ter um blog.

Introspectivo...


Hoje estou num daqueles dias chatos em que sinto o peso do mundo na minha mente. Sigo pensando em todas as coisas possíveis e impossíveis que tornam a vida neste mundo tão paradoxal e de difícil entendimento.

Um vazio pertubador costuma me invadir, principalmente quando tento entender o porquê de tanta superficialidade em tudo... As pessoas não estão mais sentindo... tudo está girando em torno de prazeres temporários, transitórios, incertos... As pessoas não têm respeitado a si mesmas, quem dirá aos semelhantes.

Tudo está em plano material. A busca é incessante por um padrão material considerado bom. O velho e certo ditado "nunca julgue um livro pela capa" tem sido cada vez menos utilizado. Nunca o ser humano se esqueceu tanto do valor que pode ter o outro. É apavorante como se analisa cada vez mais de forma objetiva (predominantemente material) cada indivíduo, do que o seu real valor, que é a análise do seu caráter, sua postura como pessoa.

Sinto falta de ver sorrisos verdadeiros... Sinto falta de ver a vida além das aparências... Sinto falta de ver as pessoas sem medo de tentar ser feliz, mesmo que seja um pouco arriscado alcançar o sofrimento...

Tanta coisa de difícil de entender...

Não desejo que todos se amem incondicionalmente, visto que a prática já mostrou ser algo impossível.

Não almejo o "Amem-se uns aos outros como a si mesmos".. Ao menos um "Repeitai-vos uns aos outros..."

ENFIM, ACHO QUE SÓ A VIVÊNCIA PODERÁ ME ENSINAR UM POUCO MAIS DA VERDADE DO MUNDO DOS HOMENS... MAS MESMO QUE EU A COMPREENDA, MESMO QUE CHEGUE A APRENDER A LINGUA DOS ANJOS, NADA SEREI SEM O AMOR


Sinto falta de sentir...

A vida sem emoção não passa de racionalidade... Somos seres que pensam e sentem... não há porque ficar só no pensamento... O sentimento é essencial!

sábado, 21 de junho de 2008

Eu, gripado!


Bem, depois de tanto tempo, ela está de volta, a gripe! Tinha uma data que eu não me encontrava nesse estado calamitoso. Dói o corpo, a tosse é chata e os espirros contínuos... Quem me conhece sabe: EU DETESTO FICAR NA CAMA! Salvo, se for bem acompanhado, o que não é, definitivamente, o caso.

Portanto, essa noite promete... como promete:


Ficar na cama;
debaixo das cobertas;
espirrando;
tossindo;
com o corpo dolorido.

Amanhã não jogarei meu futebol, não irei ao clube e suportarei os amigos me contando as aventuras por telefone, enquanto morro de inveja querendo estar com eles! E me acabo de sono por não ter dormido bem à noite por causa da tosse.

Mas a vida é assim, fazer o quê? A não ser espirrar e tossir... (Prefiro não comentar!)

quinta-feira, 19 de junho de 2008

Família

Por falar em família, não posso deixar de pensar no ideal que envolve esse termo. Por convenção se aceitou, que ela, a família, é a célula mater da sociedade. O modelo família feliz é eternizado no pensamento do homem, com toques cristãos de santidade; objeto a ser alcançado, ou, ainda, consagrado. Uma família feliz, poderia pensar a lógica, é fruto de homens e mulheres maduros e estruturados. Entretanto, a coisa não funciona assim... Muitos cristãos conservadores saem à defesa da família, entretanto, o mal moderno também é fator gerado nos núcleos desse modelo social.

As disputas, o egoísmo, o narcisismo, a inveja e uma série de outros sentimentos estão envoltos no núcleo familiar. E, por como tabu, não são trabalhados nos indivíduos, que crescem indiferentes a si mesmos, às suas famílias e aos outros. Na família, como em Alice nos país das maravilhas, o mundo encantado não pode ser destruído... Os temas infelizes das pessoas, como: angustia, frustração, baixo-estima e tantos outros são disfarçados aos olhares de todos. A santidade que reina é demoníaca! Afinal, as pessoas que convivem não vivem, apenas desejam, tacitamente, o aniquilamento do outro, enquanto disfarça numa atitude dissimulada suas verdadeiras pretensões. Esses mesmo indivíduos trabalham, freqüentam o meio social e trazem nele o reflexo de suas neuras e comportamentos mal resolvidos.

Desta feita, penso que uma imagem, que poderia retratar bem aquilo que estou pensando, seria essa aqui, desta foto! Eis a família feliz... Um homem nu, fazendo pose como se estivesse à frente do espelho, vislumbrando seu próprio ego narcisista, e uma mãe com a filha no colo, também nuas, espancando sua filha por ciúmes do marido. O fato da nudez reflete, ou pode ser interpretado como, os personagens sem as máscaras sociais da aceitação e do disfarce do sentimento, que para muitos é sombrio, mas cultivado no seio da célula mater. Assim, a família moderna e feliz se estrutura pela ausência e indiferença do masculino, e pela parcialidade feminina, manipulando a relação e descontando suas frustrações.

Sendo assim, poderia dizer: "EU TENHO MEDO!"

quarta-feira, 18 de junho de 2008

O homem nu

Minha paixão pela literatura começou cedo, não serei hipócrita, não é todo livro que gosto de ler. E nem toda literatura considerada boa pelos críticos, ou pela academia me seduz. Escrever é uma arte e, como toda arte se faz manifesta pelos gostos e prazeres, primeiro individual de cada artista, depois, meio que coletivo, dos que apreciam a arte produzida e dela se fazem admiradores, mas nunca unânime. Assim cultivei meu gosto pela literatura, não gostando de tudo que literário, simplesmente, por ter indicação de grandes nomes ou fazer parte do roteiro de estudos para as provas das chamadas Universidades Federais...

Entretanto, meu gosto pousou, em particular, em dois autores: Fernando Sabino (O encontro marcado foi o primeiro livro que li- não por obrigação escolar, mas porque quis ler!), e Roberto Drummond. Os dois guardam um aspecto particular- a mineiridade, o regionalismo bucólico que nos transporta às páginas dos livros à capital mineira. Isso mexeu comigo! ao ver retratados nos escritos ruas dos bairros Santa Tereza, Floresta, Santo Antônio, e inúmeros lugares aqui da cidade. Esses pequenos detalhes me inspiraram, e prederam minha atenção naquilo de belo que eles tinham à comunicar.

O homem nu é uma crônica de Fernando Sabino, que relata as manobras de um casal tentando fugir de um cobrador, por não terem, naquele dia, dinheiro para honrar seus compromissos com as prestações. Mas que por um lance do acaso, o homem devedor fica preso, nu, ao lado de fora de seu apartamento- angustiado pelo seu estado in natura e, atormentado com o cobrador que virá para sanar aquilo que lhe é de direito. E, como desgraça pouca é bobagem, no final tem a surpresa irônica!

Na verdade, o texto me chama atenção simplesmente pelo fato das pessoas gostarem de ficar nuas! Ainda, a pouco tempo falei sobre isso...

O homem foi pegar o pão pelado, na crônica, e ficou preso do lado de fora de seu apartamento. O ato insano traz a adrenalina, a emoção de viver entre o limite do proibido (é defeso só se pegarem) e a vontade de romper o limite(cometer o ato em si)... Era só uma idinha para fora dos "muros", ninguém veria, era muito cedo, seria algo rápido e, no final, prazeroso! Entretanto, a porta bateu e o deixou preso do lado de fora, num estado natural, na possibilidade real de ser descoberto- de cometer de fato (só se descobrirem) o ilícito.

Também a ironia- uma vez que o homem nu está angustiado por estar nu e, possivelmente exposto, mas, ainda preocupado com a chegada do cobrador. Brilhantemente, a proibição se mostra hipócrita; não é errado mentir e enganar, o errado é estar nu! a inversão de valores, na moral moderna é denunciada de forma sutil ( o escândalo da vizinha chamando a polícia). Enganar e mentir não seria tão inescrupuloso (mesmo que prejudicando ao outro), como estar nu. Dessa forma, Sabino não deixa o aventureiro insano de sua crônica passar ileso, no final vindo a surpresa e o espanto! O devedor prefere atender a polícia do que receber em sua casa o credor e explicar-lhe os motivos, tão de início proposto por sua companheira.

Assim, concluo: ainda preferiria estar nu, do que manobrando o direito dos outros para benefício ilícito. O que muitos gritariam: "você está louco?"